Cerveja não é coisa de mulher? Que nada, o mercado para elas não para de crescer!

18/05/2016 - Notícias

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Cerveja não é coisa de mulher? Que nada, o mercado para elas não para de crescer!

Ana Paula Komar
Jornalista, apaixonada por história, curiosa por culturas e apreciadora de boas cervejas!

Você acha que cerveja não é coisa de mulher? Está muito enganado! Tanto o consumo, quanto a procura por especializações nessa área, tem aumentado muito. Mas essa combinação, entre mulher e cerveja, é coisa antiga e vai muito mais além.

As mulheres sempre tiveram papel fundamental na história da cerveja. Para começar a exemplificar esse fato, na antiguidade a arte de produzir cerveja era uma atividade exclusiva da mulher. Enquanto o homem saia para caçar, guerrear ou trabalhar, ficava a cargo da mulher preparar a comida e bebida da família. Considerada uma atividade caseira e para o consumo doméstico, a cerveja começou a ser produzida em grande escala tempos depois, pelos monges.

O domínio feminino da produção da cerveja diminuiu quando a bebida passou a ser um negócio comercial com a produção em grande escala, despertando assim a presença masculina dentro das fabricas. Mas isso novamente já mudou, e muito. Hoje já existe um grande número de mulheres dominando a criação e produção nas cervejarias, e também muitas delas dentro do mercado cervejeiro, como sommelières, professoras, cervejeiras, juízas de concursos de cerveja, administradoras, entre tantas outras atividades totalmente ligadas a prática e cultura cervejeira.

Grandes nomes de mulheres ligadas à cerveja

Entre muitos outros grandes nomes de mulheres cervejeiras, listamos seis, para você conhecer um pouco mais sobre elas.

  • mulheres-cervejeiras-katia-jorgeKatia Jorge – é doutora em Tecnologia Cervejeira. Hoje, atua como professora de pós-graduação em cervejaria da Universidade Uniasselvi, em Blumenau, vice-presidente da Associação Brasileira dos Profissionais em Cerveja e Malte (Cobracem) coordenadora acadêmica do curso de sommelier de cerveja da Doemens Akademie, da Alemanha, e do Grupo Técnico de Treinamento em Gestão Sensorial, da Flavoractivi, da Inglaterra.
  • mulheres-cervejeiras-kathia-zanattaKathia Zanatta – é beer sommelière e engenheira de alimentos. Trabalhou desenvolvendo pesquisa de novas fórmulas para a Schincariol e Baden Baden e hoje faz parte do júri de concursos internacionais de produção, como o European Beer Star e o World Beer Cup.
  • mulheres-cervejeiras-bia-amorinBia Amorim – é sommlière de cervejas e atua com produção de conteúdo para sites, produz jantares de harmonização e também é professora em cursos.
  • mulheres-cervejeiras-cilene-saorinCilene Saorin – é mestre cervejeira com mais de 20 anos de profissão. Atua como consultora, sommelier e é presidente da Associação Brasileira dos Profissionais de Cerveja.
  • mulheres-cervejeiras-carolina-odaCarolina Oda – trabalha no mercado cervejeiro como consultora, professora e colunista de cerveja e outras bebidas no caderno “Paladar” do jornal “O Estado de São Paulo”. Também participa de projetos diversos, mostrando que cerveja é gastronomia. 
  • mulheres-cervejeiras-suelen-presserSuelen Presser – é cervejeira, beer sommelière e uma das proprietárias e responsável pela produção da Klein Bier. Atua na Klein no controle de qualidade e desenvolvimento de novos produtos. Nos eventos da marca é ela quem explica os processos de fabricação, como se harmonizam as cervejas especiais, entre outros assuntos ligados ao seguimento.

Hoje, também é possível ver um aumento significativo de mulheres na busca por cursos e especializações na área, principalmente com a intenção de empreender no seguimento. Além do mais, está cada vez mais natural e comum vermos nos os bares e pubs as mulheres bebendo cerveja, escolhendo seus rótulos e crescendo no meio cervejeiro.

Algumas curiosidades sobre a história da mulher e a cerveja

mulheres-cervejeiras

  • No norte da Alemanha, até o século XVI, os utensílios para produzir cerveja eram parte do enxoval das noivas.
  • Catarina, esposa de Martinho Lutero, era uma famosa cervejeira e aprendeu a fabricar cerveja em um mosteiro.
  • Na Idade Média, o rei Alreck de Hordoland escolheu Geirheld para ser rainha, porque era famosa por seus dons cervejeiros.
  • Na lei dos Vikings somente as mulheres podiam fazer cerveja, e todo o equipamento era de propriedade exclusiva da cervejeira.
  • No período de colonização da América, como parte da preparação de núpcias, as amigas se reuniam para preparar uma cerveja especial para a ocasião, a Bride-Ale, e a vendiam para arrecadar dinheiro para a noiva.

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