A importância soviética na história do cinema

28/06/2018 - Prazeres Correlatos

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A importância soviética na história do cinema

Lucas Pilatti

Na última edição falamos sobre o Expressionismo Alemão, mas para dar sequência aos movimentos cinematográficos, precisamos, antes, falar um pouco sobre a montagem soviética, um dos principais períodos na história do cinema soviético e aquele que talvez mais impactou a sétima arte.

A Revolução Russa de 1917 foi grande agente influenciador para os intelectuais interessados em contribuir com uma transformação política, social e econômica através da arte. Entre as consequências dessa revolução estavam a guerra civil, a fome, alguns distúrbios sociais e uma instabilidade institucional que acabaram gerando, ao mesmo tempo, uma forte onda de criatividade por parte dos artistas. Essa criatividade toda cresceu, mas não durou muito até ser destruída pela mão de ferro de Josef Stalin quando ele chegou ao poder.

Em 1909, o poeta Filippo Marinetti publicou o Manifesto Futurista, dando início ao movimento artístico conhecido como Futurismo e, com ele, os preceitos básicos pelos quais diversos artistas montariam seus estilos.

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A velocidade e o dinamismo constituíam uma base para essa nova estética. Foi a partir deste movimento, juntamente com o Construtivismo, que os cineastas russos transformaram a linguagem cinematográfica.

Os dois maiores avanços trazidos pelo cinema russo foram a produção de documentários e, claro, a técnica de montagem e sobreposição de imagens. Este é o grande motivo que faz esse cinema ser extremamente importante e influenciador até os dias de hoje.

Lev Kuleshov, Sergei Eisenstein, Pudovkin e Dziga Vertov trabalharam em filmes panfletários e com fins educativos, destinados muitas vezes a plateias de pessoas iletradas. Essa experiência teve um efeito profundo na futura abordagem radical de questões intelectuais e estéticas do cinema.

Kuleshov, com suas edições, trouxe à tona uma verdadeira discussão sobre o efeito da montagem cinematográfica. Mesmo Griffith já tendo realizado tais técnicas de maneira instintiva, foi o diretor russo que pôs esse pensamento em teoria.

O Experimento realizado pelo cineasta é muito conhecido e estudado até hoje. Kuleshov filmou separadamente um rosto de um homem sem expressão, um prato de sopa, um caixão e uma mulher sensual. Primeiramente ele juntou o rosto com o prato, depois o rosto com o caixão e por fim o rosto com a mulher, e percebeu que a plateia percebia uma expressão no rosto do homem que na verdade não existia.

Primeiramente viam uma expressão de fome, quando a edição trazia o rosto do homem e o prato de sopa, depois, com o caixão, a plateia viu uma expressão de luto e por fim, uma expressão de desejo, quando havia a cena da mulher em um divã. Mas acontece que a cena do rosto do homem era exatamente a mesma nas 3 montagens.

Então o significado de um filme não estava apenas naquilo mostrado em uma cena, como as coisas se arranjam em um quadro, mas sim na sequência do filme em si.

Essas ideias de montagem foram assimiladas por outros diretores, principalmente por Sergei Eisenstein, um dos nomes mais conhecidos do cinema russo, tendo presenteado a sétima arte com grandes obras como “Outubro”, de 1928, Cavaleiros de Ferro (1938), Ivan, O Terríve

l (1945), mas nada se compara ao grande clássico “O Encouraçado Potemkin”, de 1925, um dos filmes mais importantes do cinema e que possui uma das cenas mais marcantes da história, filmada na Escadaria de Potemkin, localizada em Odessa.

Para harmonizar com esse período tão fascinante do cinema, que tal tomarmos uma cerveja produzida lá na Rússia? A dica de hoje, então, é a marca Baltika e seus diversos rótulos, como Red Lager, Gold, Porter, Export, Weizen ou Strong. Você escolhe.

 

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